Dossiê: CASO AKAER

O escândalo de corrupção no projeto aeroespacial Brasileiro

2/27/202612 min read

HANGAR 22 - DOSSIÊ NEWS

A CAIXA PRETA DO CASO AKAER

(PARTE 1)

"Houston, we have a corruption!”

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026 | Redação: Hangar 22 News | Edição Especial

Uma empresa aeroespacial brasileira com mais de três décadas de história, R$ 41,3 milhões em dinheiro público recebidos, e uma pergunta que até hoje permanece sem resposta: onde foram parar R$ 24,5 milhões dos contribuintes brasileiros? Este é o Caso Akaer — e o escândalo está no ar.

PARTE 1 — O SONHO DE UM FOGUETE 100% BRASILEIRO

No início de 2022, a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), lançou uma chamada pública histórica. O objetivo era ambicioso e patriótico: financiar o desenvolvimento de um Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP) com tecnologia 100% nacional, capaz de colocar satélites em órbita baixa a partir do território brasileiro.

O programa previa um investimento total de R$ 180 milhões — dinheiro do contribuinte brasileiro — distribuídos entre dois consórcios privados e um projeto conduzido pela Força Aérea Brasileira (FAB). O modelo foi desenhado justamente para evitar que mais um projeto espacial brasileiro nascesse e morresse no papel: o repasse seria feito por etapas, com prestação de contas obrigatória para desbloqueio das parcelas seguintes.

Três projetos foram selecionados:

⦁ Foguete MLBR (Micro Lançador Brasileiro) — liderado pelo grupo SENIC Engenharia, com as parceiras Delsis, Concert Technologies e Bizu Space;

⦁ Foguete Montenegro MKI — liderado pela Akaer Engenharia, com as parceiras Acrux Aerospace, Breng Engenharia e Tecnologia, e Essado de Morais;

⦁ Foguete VLM-AT — desenvolvido pela Força Aérea Brasileira, utilizando o motor S50.

O Montenegro MKI foi projetado como um lançador de três estágios com propulsão sólida, 10 metros de altura, 0,5 metro de diâmetro e cerca de 2,5 toneladas de massa. Seu objetivo era inserir o Brasil no crescente mercado de lançamentos de nanosatélites e microssatélites — um segmento que, segundo consultorias como Euroconsult e BryceTech, deve movimentar bilhões de dólares nesta década.

Por ser a empresa de maior porte do consórcio e com experiência prévia em projetos de subvenção pública, coube à Akaer receber e administrar a totalidade dos recursos, depositados em uma conta corrente criada exclusivamente para o programa.

PARTE 2 — O DINHEIRO ENTRA. O SILÊNCIO COMEÇA.

Em dezembro de 2023, o contrato foi assinado e a FINEP fez o primeiro repasse: R$ 41,3 milhões transferidos à Akaer em parcela única. O restante dos recursos — para somar os R$ 180 milhões totais — seria liberado conforme o andamento técnico do projeto. O prazo para conclusão era o final de 2026.

Mas o que deveria ser o início de uma era para o programa espacial brasileiro logo revelou sinais preocupantes. Segundo Oswaldo Loureda, fundador da Acrux Aerospace, as startups parceiras não foram sequer informadas sobre o depósito dos R$ 41,3 milhões. Elas só souberam da transferência por meio de conversas informais — e levaram cerca de seis meses para receber os primeiros repasses.

"As empresas coexecutoras não tiveram qualquer participação na gestão dos recursos não disponibilizados ao projeto pela proponente, sendo necessário destacar que o repasse de recursos destinados pela FINEP às coexecutoras foi bloqueado pela Executora, impedindo, assim, a continuidade dos projetos." — Comunicado oficial das startups coexecutoras à FINEP

No fim de 2024, quando o projeto avançou para a fase prática de desenvolvimento do foguete, um novo ciclo de atrasos nos repasses começou. Pesquisadores, bolsistas e fornecedores passaram a ficar sem receber. Mais de 40 profissionais ligados às coexecutoras foram dispensados. As empresas parceiras — pequenas startups altamente especializadas — viram suas operações inviabilizadas.

Diante da situação, as startups levaram formalmente o caso à FINEP. Em março de 2025, após auditorias, a agência decretou o bloqueio das contas da Akaer. O processo estava instaurado.

PARTE 3 — A PRESTAÇÃO DE CONTAS QUE NÃO VEIO

Chegada a hora da prestação de contas, a FINEP verificou que a Akaer comprovou o uso de apenas R$ 16,7 milhões dos R$ 41,3 milhões recebidos. A pergunta que paira sobre o setor aeroespacial brasileiro até hoje é simples e perturbadora:

ONDE FORAM OS R$ 24,5 MILHÕES?

A FINEP cobrou explicações formais desde maio de 2025, alertando para o risco de rescisão contratual com base em documentos internos acessados pelo jornal O Estado de S. Paulo via Lei de Acesso à Informação (LAI). Sem respostas satisfatórias, a agência não apenas cancelou o projeto em agosto de 2025, como exigiu a devolução integral dos R$ 41,3 milhões — não só dos valores não comprovados, mas de toda a verba já desembolsada, porque o contrato foi descumprido em sua totalidade.

Em nota oficial, a FINEP justificou a rescisão pela "dificuldade da empresa na gestão administrativo-financeira dos recursos desembolsados". Como os valores não foram restituídos integralmente, a agência iniciou processo de Tomada de Contas Especial, com encaminhamento do caso ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria-Geral da União (CGU).

A Akaer, por sua vez, emitiu uma nota pública afirmando que se trata de uma "situação pontual" e invocou a classificação do projeto como matéria de "segurança nacional" para se recusar a dar detalhes sobre as inconsistências. A empresa não explicou o paradeiro dos R$ 24,5 milhões. Jamais.

PARTE 4 — A NOTA QUE RESPONDEU SEM RESPONDER

A Akaer se pronunciou publicamente sobre o caso. Reproduzimos aqui o trecho central de sua nota oficial, amplamente divulgada nos portais Cavok Brasil e O Vale:

"No âmbito do projeto VLPP, foram identificados ajustes de natureza administrativa e financeira necessários para assegurar a plena execução contratual. Trata-se de uma situação pontual na trajetória da Akaer, decorrente das próprias características e complexidades do setor aeroespacial e de defesa, que exige elevados níveis de investimento, equipes altamente especializadas e ciclos de desenvolvimento de longo prazo. Desde então, a Akaer tem atuado de forma transparente, responsável e colaborativa junto à FINEP, com o objetivo de viabilizar a retomada do projeto VLPP... Nesse contexto, a empresa firmou recentemente um acordo financeiro com o Banco Boa Vista Pay, que fortalece sua estrutura de capital e amplia sua capacidade de investimento, permitindo a restituição total para a FINEP para a possível continuidade do projeto, inclusive com recursos próprios." — Nota Oficial da Akaer

A nota diz muito e não responde nada. Fala em "ajustes", mas não explica o destino de R$ 24,5 milhões. Menciona a busca por financiamento com um banco privado para devolver o dinheiro público — o que, por si só, é uma confissão implícita de que os recursos não estão disponíveis. E fala em "possível continuidade" de um projeto que já foi formalmente cancelado pela FINEP.

O canal Avgas foi um dos primeiros a cobrar uma posição pública e a deixar aberto espaço para que a Akaer se manifestasse diretamente ao público que acompanha o setor aeroespacial. O silêncio sobre os pontos centrais permanece até o fechamento desta edição.

PARTE 5 — A CRISE QUE VAI ALÉM DO FOGUETE

O caso do Montenegro MKI não é um episódio isolado. Ele se insere em um quadro mais amplo de dificuldades financeiras da Akaer que vem se revelando de forma crescente ao público.

Salários Atrasados e Direitos Trabalhistas Violados

Desde março de 2025, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região vem denunciando sistematicamente o calote da Akaer sobre seus próprios trabalhadores. A empresa, localizada na zona leste de São José dos Campos — coração do polo aeroespacial brasileiro — acumula atrasos em salários, ausência de depósito do FGTS há mais de dez meses e bloqueio dos convênios médico e odontológico.

"Esse é o presente de Natal que a Akaer oferece a seus trabalhadores: a incerteza para fechar as contas do ano, num total descaso com eles e suas famílias." — Weller Gonçalves, Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

Em dezembro de 2025, o Sindicato notificou formalmente a empresa pelo atraso no pagamento de salários, 13º salário e vale-alimentação. A contradição é gritante: uma empresa que se apresenta publicamente como em expansão, com status de Fornecedora Global de Nível 1 e contratos internacionais, mas que não consegue pagar o básico a seus funcionários.

O D328eco e Outros Projetos em Jogo

A Akaer está envolvida em outros projetos estratégicos que agora observam com apreensão o desenrolar do escândalo. Entre eles, o D328eco, aeronave regional da Deutsche Aircraft para a qual a Akaer inaugurou linha de montagem da fuselagem dianteira no Brasil — uma das vitórias mais celebradas pela empresa nos últimos anos. Também participa do desenvolvimento do LUS-222, bimotor cargueiro/regional turboélice de origem portuguesa, cujo projeto está emaranhado em uma disputa de propriedade intelectual envolvendo a Desaer e o instituto CEiiA.

Esses projetos — de alta visibilidade e com parceiros internacionais — estão agora sob o peso da incerteza financeira e reputacional que o caso FINEP jogou sobre a empresa.

PARTE 6 — QUEM INVESTIGOU PRIMEIRO

Neste caso, o jornalismo especializado brasileiro provou seu valor. Foi o blog Brazilian Space o primeiro a tornar público o escândalo, a partir de junho de 2025, após oito dias de silêncio da FINEP e da Akaer diante de seus questionamentos formais. O canal foi incansável na apuração, documentando cronologicamente cada etapa do processo e enviando pedidos formais via Lei de Acesso à Informação.

Os detalhes financeiros e documentos internos foram obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, referência nacional em jornalismo investigativo, que publicou a matéria com acesso a documentos obtidos via LAI. O portal Cavok Brasil e a plataforma Aeroin também acompanharam o caso com cobertura técnica especializada e rigorosa.

Na comunidade de entusiastas da aviação e do espaço, os canais do YouTube Avioes e Musica, Brazilian Space e Avgas desempenharam papel fundamental ao levar a informação a uma audiência ampla, apaixonada pelo setor e que precisa saber o que acontece com os recursos públicos investidos em nome da soberania aeroespacial do Brasil.

PARTE 7 — O QUE SEGUE DE PÉ

Apesar do impacto devastador do caso Akaer para o sonho espacial brasileiro, é fundamental destacar que os outros dois projetos do programa VLPP seguem em andamento e com situação regular junto à FINEP:

Foguete MLBR (Micro Lançador Brasileiro) — Grupo SENIC

O consórcio liderado pela SENIC Engenharia, com Delsis, Concert Technologies e Bizu Space, prestou contas corretamente e segue recebendo recursos. O projeto apresenta avanços concretos e promissores: os motores Nauru já foram desenvolvidos e testados com sucesso, e o sistema de navegação inercial — desenvolvido inteiramente com tecnologia nacional e testado em aeronave da SENIC — funcionou perfeitamente. Trata-se de um componente que o Brasil não precisará mais importar.

Foguete VLM-AT — Força Aérea Brasileira

O lançador desenvolvido pela FAB, que utilizará o motor S50, também segue seu cronograma normalmente. Este projeto reforça a capacidade técnica das instituições públicas brasileiras no setor aeroespacial.

O programa espacial brasileiro tem história e capacidade. O que faltou, no caso do Montenegro MKI, foi gestão, transparência e respeito com o dinheiro público e com os parceiros do consórcio.

LINHA DO TEMPO DO ESCÂNDALO

⦁ Início de 2022: FINEP e AEB lançam chamada pública para o VLPP.

⦁ Dezembro de 2023: Contrato assinado. FINEP repassa R$ 41,3 milhões à Akaer em parcela única.

⦁ Meados de 2024: Startups descobrem por "conversas informais" que o dinheiro já havia sido depositado. Levam 6 meses para receber os primeiros repasses.

⦁ Março de 2025: Sindicato dos Metalúrgicos denuncia atraso de salários, FGTS e convênios. FINEP bloqueia contas da Akaer após denúncias das startups.

⦁ Maio de 2025: FINEP começa a cobrar formalmente explicações, com risco de rescisão.

⦁ Junho de 2025: Blog Brazilian Space torna o caso público. FINEP e Akaer permanecem em silêncio por 8 dias após questionamentos.

⦁ Agosto de 2025: FINEP suspende formalmente o projeto. Akaer comprova apenas R$ 16,7M dos R$ 41,3M. Restam R$ 24,5M sem explicação.

⦁ Dezembro de 2025: Sindicato notifica Akaer por atraso em salários de dezembro, 13º e vale-alimentação. Convênios médico e odontológico cortados.

⦁ Fevereiro de 2026: Caso vira manchete nacional. FINEP abre Tomada de Contas Especial e encaminha ao TCU e CGU. Akaer anuncia acordo com Banco Boa Vista Pay para tentar repagar a dívida. R$ 24,5M seguem sem explicação.

CASOS HISTÓRICOS DE CORRUPÇÃO NO
SETOR AEROESPACIAL PELO MUNDO

🇺🇸 1. NASA — Constellation Program (EUA, 2004–2010)

O programa Constellation, concebido para substituir o ônibus espacial e levar astronautas de volta à Lua, consumiu aproximadamente US$ 9 bilhões antes de ser cancelado pelo governo Obama em 2010. Auditorias do GAO (Government Accountability Office) apontaram gestão deficiente, contratos superfaturados com a Boeing e a Lockheed Martin, cronogramas irreais e falta de controle sobre subcontratados. O caso virou símbolo clássico de "cost overrun" (estouro de orçamento) em projetos governamentais de grande porte.

🇺🇸 2. James Webb Space Telescope — Superfaturamento Histórico (EUA, 1996–2021)

Originalmente orçado em US$ 500 milhões, o telescópio James Webb foi lançado em 2021 custando US$ 10 bilhões — 20 vezes o valor inicial. Investigações do Congresso americano e do Inspector General da NASA revelaram contratos mal geridos com a Northrop Grumman, retrabalhos bilionários e supervisão falha. O caso é frequentemente citado em debates sobre accountability em contratos públicos espaciais, sendo apelidado pela imprensa americana de "the telescope that ate NASA's budget."

🇺🇸 3. Projeto A-12 Avenger II — "The Flying Scandal" (EUA, 1988–1991)

Embora fosse um projeto de aviação militar (não estritamente espacial), tornou-se o maior cancelamento de contrato de defesa da história americana até então. A McDonnell Douglas e a General Dynamics receberam bilhões para desenvolver uma aeronave furtiva para a Marinha. O projeto foi cancelado em 1991 com US$ 2,7 bilhões gastos sem produto entregue e sem prestação de contas adequada. A frase do então secretário de Defesa Dick Cheney ficou famosa: "I do not know of a single person who does not believe this program is out of control."

🇪🇺 4. Ariane 5 — Explosão por Bug de Software (Europa, 1996)

Em 4 de junho de 1996, o foguete Ariane 5 explodiu 37 segundos após o lançamento, destruindo quatro satélites científicos e jogando US$ 370 milhões literalmente pelos ares. A investigação revelou que a causa foi um erro de software reaproveitado do Ariane 4 sem os devidos testes — falha de gestão e negligência técnica que se tornou caso clássico em engenharia de software e governança de projetos públicos. A ESA (Agência Espacial Europeia) foi alvo de críticas severas do Parlamento Europeu por falta de controle de qualidade.

🇷🇺 5. Roscosmos — Escândalo Vostochny (Rússia, 2015–2018)

A construção do cosmódromo Vostochny, o grande projeto espacial do governo Putin, virou sinônimo de corrupção sistêmica. Mais de 50 funcionários foram presos, incluindo diretores e gerentes de obras, acusados de desviar pelo menos US$ 160 milhões dos contratos de construção. Os trabalhadores chegaram a fazer greve por falta de pagamento de salários — situação idêntica à relatada pelas startups parceiras da Akaer no caso brasileiro. O escândalo foi chamado pela mídia russa de "a vergonha nacional do programa espacial."

FONTES UTILIZADAS NESTA REPORTAGEM

Imprensa e Veículos Especializados Independentes

1. O Estado de S. Paulo — Investigação via LAI sobre as irregularidades na prestação de contas da Akaer — https://www.terra.com.br/byte/ciencia/empresa-some-com-r-24-milhoes-em-prestacao-de-conta-e-governo-cancela-projeto-de-foguete-brasileiro,145077043b711ffb92a2b32b57b764f0ei1327nt.html

2. Cavok Brasil — Cobertura especializada do cancelamento do Montenegro MKI — https://www.cavok.com.br/projeto-de-foguete-brasileiro-e-cancelado-apos-falhas-em-prestacao-de-contas-e-cobra-devolucao-de-r-41-milhoes

3. Poder Aéreo / Aereo.jor.br — Cobertura trabalhista e análise técnica do setor — https://www.aereo.jor.br/2025/03/16/trabalhadores-da-akaer-denunciam-atraso-no-pagamento-de-salarios-fgts-e-plano-de-saude/

4. Aeroin — Análise do cancelamento do Montenegro MKI — https://aeroin.net/projeto-do-foguete-brasileiro-montenegro-mki-vai-para-o-espaco-apos-falha-de-r-24-milhoes-nas-contas/

5. Plano Brazil — Reportagem sobre o cancelamento e crise trabalhista da Akaer — https://www.planobrazil.com/2026/02/07/finep-cancela-programa-de-foguete-de-r-180-milhoes-apos-irregularidades-em-prestacao-de-contas-da-akaer/

6. Defesanet — Cobertura do Sindicato e situação trabalhista na Akaer — https://www.defesanet.com.br/aviacao/sindicato-exige-que-akaer-regularize-salarios-e-direitos/

7. Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos — Denúncias e notificações oficiais — https://www.sindmetalsjc.org.br/n/7253/sindicato-notifica-akaer-sobre-atraso-nos-salarios-13-e-vale-alimentacao

8. Money Report — Análise financeira e disputas jurídicas da Akaer — https://www.moneyreport.com.br/negocios/akaer-sob-fogo-cruzado-de-concorrentes-e-funcionarios/

9. Space Today — Cobertura do escândalo para o público de ciência e espaço — https://spacetoday.com.br/o-sonho-espacial-brasileiro-acabou-de-novo-o-escandalo-de-24-milhoes-de-reais/

10. FINEP (nota oficial) — Justificativa da rescisão e processo de Tomada de Contas Especial — 10. https://www.finep.gov.br

Canais de Referência no Setor Aeroespacial e Aviação

⦁ Canal Avioes e Musica (YouTube): https://www.youtube.com/@AvioesEMusica — Canal de referência em aviação no Brasil, com cobertura de tecnologia aeronáutica e notícias do setor

⦁ Canal Brazilian Space (YouTube/Blog): ⦁ https://brazilianspace.blogspot.com — Pioneiro na divulgação do escândalo AKAER desde junho de 2025, com investigação detalhada e pedidos via LAI

⦁ Canal Avgas (YouTube): https://www.youtube.com/@CanalAvgas — Canal especializado que cobriu o caso AKAER e abriu espaço público para que a empresa se manifestasse

NOTA EDITORIAL — HANGAR 22 NEWS

O Hangar 22 News reconhece a importância histórica da Akaer para o desenvolvimento tecnológico e aeroespacial brasileiro. A empresa tem mais de 33 anos de atuação e projetos que genuinamente contribuíram para a soberania nacional. É exatamente por isso que o silêncio sobre o destino de R$ 24,5 milhões de reais do erário público não pode ser tolerado.

Esta reportagem foi elaborada com base exclusivamente em fontes documentais, notas oficiais, reportagens de veículos independentes e especializados. Nenhuma acusação aqui presente está além dos fatos já apurados e documentados. O canal permanece com o espaço aberto para que a Akaer responda à única pergunta que interessa:

O que foi feito com os R$ 24,5 milhões do povo brasileiro?

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